Segundo a nova edição do CEO Outlook, da consultoria EY-Parthenon, 72% dos CEOs brasileiros pretendem ampliar os investimentos em inteligência artificial, enquanto os demais 28% planejam manter os aportes no patamar atual. Nove em cada dez se dizem otimistas em relação aos investimentos em tecnologias emergentes, sendo 36% muito otimistas e 54% um tanto otimistas.
Onde a IA já muda a operação
O levantamento, que ouviu 50 CEOs de empresas de diferentes setores no Brasil entre março e abril de 2026, mostra operações principais ou produção, atendimento e experiência do cliente, e estratégia e tomada de decisões empatados como as funções mais impactadas, com 42% das respostas cada, seguidas por cadeia de suprimentos e compras, com 38%. Segundo o sócio de estratégia e transações da EY-Parthenon, a IA está migrando de iniciativas pontuais para aplicações que impactam diretamente a tomada de decisão, produtividade, experiência do cliente e geração de receita.
O ponto cego por trás do otimismo
O mesmo levantamento mostra que 84% dos CEOs brasileiros acreditam que a qualificação da força de trabalho em inteligência artificial será determinante para definir os líderes de mercado do futuro, e a prioridade mais citada para os próximos três anos é ampliar contratações em funções ligadas a IA, dados e áreas digitais. O otimismo em relação ao investimento não resolve, sozinho, a lacuna de preparo da própria liderança executiva para tomar decisões estratégicas sobre uma tecnologia que muda de geração em poucos meses.
O risco que cresce junto com o investimento
A pesquisa também revela que o avanço da IA amplia preocupações relacionadas a governança, qualidade dos dados, privacidade, riscos regulatórios e exposição cibernética, com ameaças à cibersegurança e à privacidade de dados liderando a lista de riscos para os negócios nos próximos 12 meses, citadas por 26% dos CEOs brasileiros. Investir mais em IA sem que a liderança executiva desenvolva paralelamente repertório de governança tecnológica cria uma lacuna perigosa entre ambição e capacidade real de execução segura.
O que fazer primeiro
O primeiro passo é avaliar se o comitê executivo tem, hoje, capacidade técnica suficiente para debater investimento em IA além do discurso de inovação. O segundo é conectar diretamente o orçamento de tecnologia à formação da própria alta liderança, para que decisão estratégica não fique refém de conhecimento concentrado apenas na área técnica.
O Executive Program da StartSe prepara exatamente essa camada de liderança para tomar decisões de IA com profundidade estratégica, não apenas entusiasmo.











